SAÚDE
•27/07/2004 - 03h29
Falta de iodo afeta cem milhões de chineses
Pequim, 27 julho (EFE).- A carência de iodo, uma das causas
do bócio, afeta 100 milhões de chineses, 8 por cento
de sua população, informou hoje, terça-feira,
a agência oficial Xinhua.
Uma campanha iniciada pelo governo da China há uma década
para erradicar esta carência fracassou, já que sete províncias
e regiões estão afetadas, segundo o Ministério
chinês da Saúde.
"Lançamos um programa em 1993 para eliminar as deficiências
de iodo em todo o país antes do ano 2000. Não conseguimos,
já que 4 províncias, 2 regiões autônomas
e um município não atingiram esse objetivo", declarou
Liu Jiayi, responsável do Ministério pelo controle de
doenças.
As áreas que não conseguiram eliminar esta deficiência
são as regiões autônomas de Tibete, Qinghai e
Xinjiang, as províncias de Sichuan e Gansu e o município
de Chongqing, todos situados no oeste da China, região mais
pobre do país.
Em maio de 2002, a Assembléia Geral da ONU estabeleceu o objetivo
de erradicar a deficiência de iodo antes de 2005, mas as autoridades
chinesas tiveram que reajustar seu objetivo e anunciaram hoje que
a população terá as necessidades mínimas
cobertas em ano 2009.
A distribuição de sal iodado é o método
mais barato para fornecer a quantidade suficiente de iodo, "mas
os altos preços dos embarques dificultaram sua distribuição
em áreas remotas do país", segundo Lin Jiahua,
diretor da Corporação Nacional da Indústria do
Sal.
As informações são da Agência Efe
http://noticias.uol.com.br/saude
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