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SAÚDE

ANVISA - Brasília, 18 de junho de 2004 - 19h50
Ferro e ácido fólico enriquecem farinha

Iodo – Além da fortificação das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico, o Ministério da Saúde tem ainda como estratégia de saúde pública a adição de iodo no sal para consumo humano, obrigatória em todo o território nacional desde 1956. “O iodo é importante para controlar distúrbios como o bócio endêmico”, explica Juliana Ubarana, assessora técnica da Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério. “A expressão clínica mais severa de deficiência de iodo, que pode ocorrer no período fetal, é o cretinismo endêmico. O indivíduo ‘cretino’ apresenta retardo mental severo e irreversível, surdo-mudez, estatura reduzida e sistema muscular esquelético pouco desenvolvido”, acrescenta.

Os nutrientes de um modo geral devem estar contemplados por uma alimentação saudável e diversificada. O ferro pode ser encontrado em carnes, leguminosas como feijão, lentilha, ervilha e grão de bico, folhas verde-escuras como couve e agrião, e castanhas. Já o ácido fólico está presente em folhas verde-escuras, leguminosas, legumes e suco de laranja.

O iodo, por sua vez, tem como principal fonte alimentar o próprio sal iodado, que deve ser consumido sem excessos para não contribuir para outras doenças, como a hipertensão. “A fortificação de alimentos é mais uma ferramenta para a promoção da alimentação saudável, pois agrega valor nutricional a alimentos que passam a ser considerados também fontes de micronutrientes”, afirma Juliana Ubarana. “A idéia não é fazer apologia de determinados alimentos, mas sim integrá-los à perspectiva de uma alimentação saudável: acessível, saborosa, variada, colorida, harmoniosa e segura do ponto de vista sanitário”, conclui.


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